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Caso Isabella Nardoni ganha novo capítulo após pedido de reabertura enviado à Comissão Interamericana

Caso Isabella Nardoni ganha novo capítulo após pedido de reabertura enviado à Comissão Interamericana

Uma petição enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos pede a reabertura do caso Isabella Nardoni e cita novas alegações envolvendo o avô paterno da menina. As acusações são negadas pela defesa e ainda não foram reconhecidas pela Justiça.

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Mais de 18 anos após um dos crimes que mais chocaram o Brasil, o caso Isabella Nardoni voltou ao centro das atenções após uma nova petição apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington.

O documento foi protocolado pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, representada pelo advogado Angelo Carbone, e pede a reabertura das investigações sobre a morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008, em São Paulo.

A nova manifestação traz relatos de testemunhas que afirmam ter ouvido supostas declarações atribuídas a Anna Carolina Jatobá durante o período em que esteve presa no Complexo Penitenciário de Tremembé.

Segundo a petição, policiais penais teriam presenciado conversas nas quais Jatobá mencionaria a participação de Antônio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni e avô paterno de Isabella, no planejamento do crime.

Os depoimentos apresentados afirmam que Anna Carolina teria indicado que determinadas ações teriam ocorrido por orientação do sogro. A petição também sustenta que Antônio Nardoni teria orientado medidas para alterar a cena do crime e simular um acidente.

Com base nessas alegações, os autores do pedido solicitam que as investigações sejam reabertas e que novas diligências sejam realizadas, incluindo a análise de comunicações da época dos fatos.

Pedido inclui proteção a testemunhas

Além da reabertura do caso, a petição encaminhada à CIDH solicita medidas de proteção para as testemunhas que prestaram os relatos.

Segundo o documento, algumas delas teriam demonstrado receio de sofrer represálias em razão das informações fornecidas.

Os responsáveis pelo pedido também requerem que representantes da Comissão Interamericana acompanhem presencialmente o andamento do caso.

Defesa rejeita acusações

A defesa da família Nardoni contestou integralmente as novas alegações.

Em manifestação divulgada à imprensa, os advogados afirmaram que não existe qualquer elemento concreto que justifique a reabertura do caso e classificaram os relatos como infundados.

A defesa também informou que pretende buscar medidas judiciais contra pessoas que, segundo os advogados, estariam divulgando acusações sem comprovação.

Um dos crimes mais marcantes do país

O assassinato de Isabella Nardoni ocorreu em 29 de março de 2008 e teve enorme repercussão nacional.

Após investigações e julgamento, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pela morte da menina. O caso se tornou um dos mais conhecidos da história criminal brasileira e foi amplamente acompanhado pela imprensa.

Agora, quase duas décadas depois, novas alegações voltam a levantar questionamentos e pedidos de investigação.

Até o momento, porém, não existe decisão judicial determinando a reabertura do caso nem qualquer reconhecimento oficial das acusações apresentadas na nova petição.

O futuro do pedido dependerá da análise dos órgãos competentes e da eventual manifestação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos e do Ministério Público.

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