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EUA autorizam venda de mísseis Stinger ao Brasil em negociação de até US$ 330 milhões

EUA autorizam venda de mísseis Stinger ao Brasil em negociação de até US$ 330 milhões

Os Estados Unidos autorizaram a possível venda de até 100 mísseis antiaéreos Stinger ao Brasil em um negócio estimado em US$ 330 milhões. A negociação ainda depende de etapas contratuais e aprovações governamentais.

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O governo dos Estados Unidos autorizou a possível venda de mísseis antiaéreos FIM-92 Stinger ao Brasil em uma operação estimada em até US$ 330 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1,8 bilhão na cotação atual.

A informação foi divulgada oficialmente pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e faz parte do programa Foreign Military Sales (FMS), mecanismo utilizado pelo governo norte-americano para negociar equipamentos militares com países aliados.

O que o Brasil pretende comprar?

Segundo a notificação enviada ao Congresso dos Estados Unidos, o Brasil manifestou interesse na aquisição de até 100 mísseis FIM-92 Stinger, um dos sistemas portáteis de defesa antiaérea mais conhecidos do mundo.

O pacote também pode incluir:

Equipamentos de treinamento; Peças de reposição; Suporte logístico; Assistência técnica; Serviços de engenharia; Integração operacional dos sistemas.

Apesar da autorização americana, a venda ainda não foi concluída. O processo depende de negociações adicionais, definição contratual e aprovação das etapas burocráticas necessárias entre os dois governos.

O que são os mísseis Stinger?

O FIM-92 Stinger é um sistema portátil de defesa aérea guiado por infravermelho, desenvolvido para interceptar aeronaves, helicópteros e drones em baixa altitude.

O equipamento ganhou notoriedade internacional por sua utilização em diversos conflitos ao redor do mundo e é considerado uma das principais armas de defesa antiaérea de curto alcance atualmente em operação.

Sua principal característica é a mobilidade, permitindo que seja operado por pequenas equipes em campo sem a necessidade de grandes estruturas de lançamento.

Objetivo da aquisição

Na justificativa apresentada pelas autoridades americanas, a possível venda contribuiria para fortalecer a capacidade de defesa do Brasil e ampliar sua atuação no combate a atividades ilícitas na região.

Segundo o comunicado, os sistemas poderiam auxiliar na proteção do espaço aéreo e em operações relacionadas ao combate ao tráfico internacional e outras ameaças transnacionais.

O Departamento de Estado afirmou ainda que a negociação está alinhada aos interesses de segurança dos Estados Unidos e de seus parceiros estratégicos no continente.

Modernização das Forças Armadas

Caso seja concluída, a aquisição representará mais um passo no processo de modernização das capacidades de defesa aérea brasileiras.

Nos últimos anos, as Forças Armadas têm investido em novos sistemas de monitoramento, vigilância e proteção do espaço aéreo, acompanhando a evolução tecnológica observada em outras forças militares ao redor do mundo.

Até o momento, o governo brasileiro não divulgou detalhes sobre o cronograma de uma eventual contratação.

Departamento de Estado dos Estados Unidos (DSCA) e programa Foreign Military Sales (FMS).

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