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PL pede investigação sobre suposta rede de 20 mil perfis falsos usada para atacar Flávio Bolsonaro

PL pede investigação sobre suposta rede de 20 mil perfis falsos usada para atacar Flávio Bolsonaro

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a abertura de uma investigação sobre uma suposta rede de cerca de 20 mil perfis falsos que teria impulsionado propaganda negativa contra o senador e outras lideranças da direita. Segundo o PL, o esquema pode ter movimentado mais de R$ 20 milhões em anúncios pagos e alcançado centenas de milhões de visualizações. O caso ainda aguarda análise da Justiça Eleitoral.

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A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido para que seja aberta uma investigação sobre uma suposta rede de perfis falsos que estaria promovendo campanhas de desinformação e propaganda negativa contra o parlamentar e outros nomes da direita.

O pedido foi entregue ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pelo coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), acompanhado da advogada eleitoral Maria Claudia Bucchianeri. A ação também solicita medidas urgentes para preservar provas e identificar os responsáveis pelo financiamento das publicações.

Campanha aponta esquema milionário

Segundo Rogério Marinho, um levantamento preliminar realizado pela equipe identificou indícios da atuação de aproximadamente 20 mil perfis falsos utilizados para impulsionar conteúdos contra Flávio Bolsonaro e outros políticos alinhados ao campo conservador.

De acordo com a campanha, o suposto esquema teria movimentado mais de R$ 20 milhões em anúncios patrocinados e alcançado cerca de 270 milhões de visualizações nas plataformas da Meta, controladora do Facebook e do Instagram.

Como o esquema teria funcionado

A advogada Maria Claudia Bucchianeri afirmou que a equipe passou a investigar a situação após identificar, na biblioteca de anúncios da Meta, contas recém-criadas, com poucos seguidores, realizando impulsionamentos de valores elevados.

Segundo ela, alguns perfis teriam contratado campanhas de até R$ 200 mil antes de serem excluídos.

Ainda conforme a representação, parte dos anúncios teria sido paga em moedas estrangeiras, como dólares e pesos colombianos, utilizando documentos, números de telefone e meios de pagamento supostamente fraudulentos, dificultando a identificação dos responsáveis.

Pedido ao TSE

A representação protocolada pelo PL pede que o Tribunal Superior Eleitoral determine medidas para preservar os registros eletrônicos antes que sejam apagados e autorize diligências para identificar quem financiou as campanhas.

Segundo Rogério Marinho, o objetivo da ação é descobrir a origem dos recursos e verificar se existe uma organização estruturada atuando para influenciar o debate político nas redes sociais.

"Queremos identificar quem financia e quais são os interesses que estão por trás desse tipo de comportamento criminoso nas redes sociais", afirmou o senador após reunião com o presidente do TSE. 3

Outros nomes também teriam sido alvo

Além de Flávio Bolsonaro, a representação afirma que conteúdos patrocinados também atingiram outros pré-candidatos e lideranças políticas da direita, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

Investigação ainda depende de decisão

Até o momento, o TSE não decidiu se abrirá investigação nos termos solicitados pela campanha.

Também não há confirmação oficial, por parte da Justiça Eleitoral ou da Meta, sobre a existência de uma rede organizada com as dimensões apresentadas pelo PL.

Caso o pedido seja aceito, a expectativa é que sejam preservados registros técnicos e solicitadas informações às plataformas digitais para identificar os responsáveis pelos perfis e pelos pagamentos dos anúncios.

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