As coisas são assim mesmo: há coisas que correm como o vento, e há coisas que são mais suaves, passam mais lentas, que quase não têm sentido, parecem não ter futuro. Mas, no decorrer do tempo, começamos a perceber que o sentido das coisas pode mudar. As coisas começam a se encaixar de uma forma que nem esperávamos que pudesse acontecer algo tão maravilhoso.
Sentido? Não faz sentido, mas é assim mesmo… nem tudo faz sentido.
O que dizer de alguém nascer e já morrer? O que dizer de alguém viver muito, mas não desfrutar nada da vida? E aquele que vive pouco, mas parece que viveu mais de cem anos? Talvez, para você, não faça sentido. Mas e se realmente não for para fazer sentido? E se simplesmente for para acontecer?
O simples pode ter, talvez, para alguns, mais sentido do que o muito. E, para outros, o muito vale mais do que o simples. Mas qual seria o melhor: o simples ou o muito? Depende. Depende de quem realmente anseia por algo. Se o simples é meramente impactante e não lhe agrada, então a sua ansiedade se torna maior do que o simples.
Viver nas condições alheias é uma das piores coisas que podem acontecer, pois você está vivendo debaixo de um jugo que nem um pouco lhe importa — sem sentido, sem razão e sem paixão. Mas, quando a vida lhe atrai algo que você ama, que deseja, que anseia, e tantos outros adjetivos que se encaixam nessa afirmação, você entra no ápice da felicidade, pois ela só é alcançada quando nossa alma se deleita no prazer daquilo que antes era apenas uma necessidade que nos consumia.
Conselho? Viva. Viva muito bem. Pois a vida passa, os sonhos passam e podem não ser mais realizados. O tempo voa, as pessoas se vão, e tudo volta ao pó. Mas, talvez, apenas as suas memórias e ações possam ficar marcadas nas lembranças das pessoas que você amou. Ou talvez… tanto as suas ações quanto as suas memórias sejam levadas pelo vento.
