Muitas pessoas chegaram diante de Jesus Cristo perguntando:
“Senhor, o que faço para herdar a vida eterna?”
Alguns perguntavam com sinceridade. Outros vinham com sarcasmo. Outros tentavam fazer perguntas capciosas, esperando que Jesus caísse em alguma armadilha. Mas Cristo, conhecendo os pensamentos e os corações dos homens, sempre respondia com a verdade da Palavra de Deus.
Uma dessas ocasiões foi quando o jovem rico se aproximou de Jesus. Talvez ele estivesse curioso, talvez procurasse uma resposta verdadeira. Mas Cristo, conhecendo o seu coração, mostrou aquilo que estava escondido dentro dele.
Jesus falou sobre os mandamentos, sobre amar a Deus e honrar pai e mãe. Então o jovem respondeu:
“Senhor, tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade.”
Mas Jesus sabia que aquele homem estava preso aos bens materiais. Então lhe disse:
“Vai, vende tudo o que tens, dá aos pobres, e vem, e segue-me.”
Naquele momento, o jovem rico se entristeceu profundamente e se afastou de Cristo, porque possuía muitas riquezas.
Nem todas as pessoas estão dispostas a abandonar as coisas terrenas por amor a Cristo. Muitas carregam prisões dentro de si mesmas. Há coisas que parecem pequenas aos olhos humanos, mas que se tornam grandes barreiras espirituais entre o homem e Deus.
Quando falamos de vícios, não estamos falando apenas de cigarros ou bebidas alcoólicas. Existem outros vícios que também afastam o homem da presença de Deus: a avareza, a mentira, a prostituição, a soberba, a negligência, o engano, o orgulho e tantas outras coisas que endurecem o coração humano.
Mas sabemos que herdar a vida eterna começa com uma decisão: crer no Senhor Jesus e viver verdadeiramente em Cristo. Quando cremos, nossa vida começa a mudar. Passamos a desejar viver como discípulos do Senhor. E como disse o apóstolo Paulo de Tarso:
“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.”
Quando passamos a viver em comunhão com Deus, começamos a experimentar algo extraordinário. O Espírito Santo nos convence do pecado, transforma nosso coração e produz em nós a certeza da salvação. Há uma paz que o mundo não consegue explicar. Há uma convicção interior de que pertencemos a Cristo.
Também entendemos que não merecemos nada. Somos pecadores. E por causa do pecado, estávamos separados de Deus. O justo seria a condenação. Mas foi justamente aí que a misericórdia de Deus se manifestou sobre nós.
Quando reconhecemos que Cristo é a única fonte de salvação, entendemos o quanto necessitamos dEle. Reconhecemos nossas falhas, nossos pecados e nossa dependência da cruz. E é nesse momento que começamos a ser curados espiritualmente.
Jamais podemos esquecer que é o Espírito Santo quem convence o homem do pecado. É Ele quem nos constrange diante da santidade de Deus. Quando entendemos que não merecemos nem mesmo nos aproximar da presença do Senhor, passamos a compreender a grandeza da graça divina.
E então percebemos algo maravilhoso: somente pela misericórdia de Deus conseguimos nos achegar ao Criador de todas as coisas.
Não é por força humana e nem por violência.
Não é a religião que nos aproxima de Deus.
Não é por merecimento próprio.
Mas é a graça.
Graça revelada em Cristo Jesus.