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Há amigos mais chegados que irmãos: Na festa são muitos, na dificuldade são poucos

Tu já parou para pensar se tu tem um amigo de verdade, aquele pau para toda obra?No decorrer da vida da gente passam muitas pessoas. Muitas dessas pessoas dizem que são amigas, outras dizem ser colegas e outras dizem que...

25/08/2026 Diante da Cruz Antonio Neto 91 leitura(s)
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Publicado em
25/08/2026 00:04
Blog
Diante da Cruz
Autor
Antonio Neto
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Há amigos mais chegados que irmãos: Na festa são muitos, na dificuldade são poucos

Tu já parou para pensar se tu tem um amigo de verdade, aquele pau para toda obra?

No decorrer da vida da gente passam muitas pessoas. Muitas dessas pessoas dizem que são amigas, outras dizem ser colegas e outras dizem que são irmãos. Mas poucas são amigas de verdade. Daquelas que, quando você passa por dificuldades e chama por socorro, você consegue ver a luz da lanterna vindo lá do fundo do poço.

Não quero dizer jamais que amigo é para sustentar alguém financeiramente, como muitos confundem amizade com interesse ou obrigação. Não é disso que estou falando.

O que quero dizer é que existem amigos que são melhores do que irmãos. E não fui eu quem disse isso. Isso é bíblico:

"Há amigo mais chegado do que um irmão."
Provérbios 18:24

Temos um fato na Bíblia sobre um homem aleijado, que era coxo e não conseguia andar. Um dia, souberam que Jesus estava na cidade.

Eu não sei se foram os amigos que procuraram aquele homem para dizer:

— Rapaz, Jesus está por aqui! Vamos te levar até Ele!

Ou se foi o paralítico que soube e chegou para os amigos dizendo:

— Jesus está na cidade. Vocês poderiam me levar até lá?

A Bíblia não entra nesses detalhes. Mas o importante dessa história é que os amigos tiveram a iniciativa de levá-lo até Jesus.

E quando chegaram lá, encontraram um grande obstáculo.

A casa estava cheia!

Jesus estava dentro da casa com um monte de gente, ensinando, conversando, sendo ouvido e também questionado. Não havia como simplesmente entrar carregando um homem deitado numa cama.

Mas aqueles rapazes não desistiram.

Já que não dava para entrar pela porta, resolveram entrar pelo teto!

Subiram na casa, começaram a tirar o telhado e ainda levaram o coxo para cima, deitado em sua cama. E o mais louco: foi com cama e tudo!

Agora imagine a cena.

Jesus dentro da casa ensinando. Um monte de gente prestando atenção. De repente começa um barulho lá em cima.

Tec... tec... toc... crack...

Pedaço de telhado sendo mexido, poeira caindo...

Eu fico imaginando alguém lá embaixo olhando para cima e perguntando:

— O que está acontecendo aí?

E outro:

— Ei! Cuidado com a gente aqui embaixo!

Talvez alguém tenha pensado:

— Rapaz, quem vai pagar esse telhado depois?

Mas aqueles amigos estavam determinados.

Abriram o teto e começaram a descer o coxo diante de Jesus. Acredito até que algumas pessoas que estavam embaixo possam ter ajudado a recebê-lo. Afinal, estavam descendo um homem deitado numa cama pelo teto de uma casa.

Finalmente o homem estava lá.

Na frente de Jesus.

Agora vem uma parte interessante.

Em vez de Jesus simplesmente chegar, curar o homem e pronto...

Não.

Não mesmo.

Jesus começou falando sobre perdão de pecados.

Mas como assim?

O homem não tinha ido ali para ser curado?

Sim. Mas havia algo muito maior acontecendo naquela casa.

Jesus queria mostrar duas coisas: que Ele tinha autoridade para perdoar pecados e que também tinha poder para curar.

Agora, segredo de confissão: só Jesus sabia os pecados daquele coxo.

Só Ele.

E Jesus foi logo perdoando os pecados daquele homem. Isso me faz pensar que, em seu coração, aquele coxo talvez estivesse pedindo perdão justamente ao único naquela sala que realmente podia perdoá-lo.

E algumas pessoas que estavam ali começaram a questionar aquilo em seus pensamentos.

Quem poderia perdoar pecados?

Então Jesus mostrou que aquele que tinha autoridade para perdoar também tinha autoridade para dizer:

Levanta-te, pega a tua cama e anda.

E foi isso que aconteceu.

Jesus tratou primeiro aquilo que ninguém conseguia enxergar e depois curou aquilo que todo mundo conseguia ver.

Perdoou os pecados daquele homem e, ainda de presente, deu a ele a oportunidade de andar, correr e pular.

O homem pegou sua cama e foi embora andando.

Agora imagine comigo uma coisa:

Quão grande deve ter sido a gratidão daquele coxo pelos quatro amigos que o levaram até Jesus?

Aqueles homens carregaram o amigo.

Enfrentaram a multidão.

Não conseguiram entrar pela porta.

Subiram no telhado.

Abriram o teto.

Levaram o homem para cima.

E depois o desceram diante de Jesus.

Eles poderiam simplesmente ter chegado na porta, visto aquela multidão e falado:

— Rapaz, hoje não vai dar. Depois a gente tenta de novo.

Mas não fizeram isso.

Eles não abandonaram o amigo diante do obstáculo.

E talvez seja exatamente aí que descobrimos quem realmente é nosso amigo.

Ser amigo não é somente estar presente naqueles momentos de festas, churrascos, comemorações e risadas. Nesses momentos aparece muita gente.

Amigo de verdade é aquele que tem uma palavra amiga quando você precisa.

É aquele que traz conforto na fala.

É aquele que não fica esperando uma oportunidade para julgá-lo, mas permanece ao seu lado.

Quando você está errado, ele te avisa.

Quando você vence, ele fica feliz por você.

Quando você está triste, ele se importa com você.

Quando você precisa de ajuda, ele não pergunta apenas:

— O que aconteceu?

Ele também pergunta:

O que eu posso fazer para te ajudar?

Amizade não significa concordar com tudo. Pelo contrário. Às vezes, o verdadeiro amigo é justamente aquele que tem coragem de dizer aquilo que você não gostaria de ouvir, mas precisava ouvir.

Ele não passa a mão na sua cabeça quando você está errado, mas também não te abandona por causa do seu erro.

Ele corrige e permanece.

Ele aconselha e permanece.

Ele ajuda e permanece.

Talvez seja por isso que a Bíblia tenha uma frase tão forte:

"Há amigo mais chegado do que um irmão."

Porque existem pessoas que não possuem o nosso sangue, não nasceram dentro da nossa família, não carregam o nosso sobrenome, mas que a vida colocou ao nosso lado e, com suas atitudes, acabaram se tornando família.

No fim das contas, talvez a pergunta não seja somente:

"Eu tenho um amigo de verdade?"

Talvez exista uma pergunta ainda mais importante:

"Eu tenho sido um amigo de verdade para alguém?"

Porque todo mundo gostaria de ter quatro amigos dispostos a carregar sua cama, subir em um telhado e fazer de tudo para colocá-lo diante de Jesus.

Mas será que nós estaríamos dispostos a carregar a cama de um amigo quando chegasse a vez dele precisar de nós?

Amigo de verdade não aparece somente quando a mesa está cheia.

Ele aparece quando a casa está cheia, a porta está fechada e a única alternativa é subir pelo telhado.

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Antonio Neto
Sobre o autor
Antonio Neto
sanec@hotmail.com.br
Porto Velho - RO
Membro desde 02/2026

Antonio Neto é pai de Nara Letícia e Jin Brian, esposo de Fabiana Rabelo, corretor de imóveis e um homem movido pela fé. Evangélico, congrega na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Porto Velho–RO, onde vive e compartilha sua caminhada cristã.

Mais do que um escritor, Antonio Neto é alguém que transforma experiências, reflexões e vivências em palavras que confrontam, despertam e edificam. Suas obras carregam mensagens profundas sobre fé, propósito, identidade e a realidade da vida cristã.

É autor dos livros Eu Sou Cristão, A Mulher sem Importância e sem Nome, O que Queres que Eu Te Faça e O Doutor que Não Entendia o que Lia — escritos que vão além da leitura, tocando o coração e provocando transformação.

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