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Pênalti contestado e gol anulado: Flamengo cobra explicações após empate com o São Paulo

Pênalti contestado e gol anulado: Flamengo cobra explicações após empate com o São Paulo

O Flamengo questionou a arbitragem após o empate por 1 a 1 com o São Paulo, no Maracanã. O clube reclamou de um possível toque de mão de Marcos Antônio dentro da área e pediu explicações sobre o gol de Samuel Lino anulado pelo impedimento semiautomático. O diretor José Boto afirmou que a arbitragem brasileira sofre com falta de uniformidade nos critérios.

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O empate por 1 a 1 entre Flamengo e São Paulo, no Maracanã, não terminou com o apito final. Um dia depois da partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro, o clube carioca divulgou um posicionamento público para questionar decisões da arbitragem em dois momentos importantes do confronto.

As reclamações se concentram em um possível toque de mão de Marcos Antônio dentro da área e na anulação, já nos acréscimos, do gol que poderia ter dado a vitória ao Flamengo.

O diretor de futebol José Boto afirmou que o problema central da arbitragem brasileira não seria necessariamente a qualidade dos profissionais, mas a falta de uniformidade na aplicação das regras.

Como foi o jogo no Maracanã

Flamengo e São Paulo se enfrentaram no domingo, 26 de julho, em uma partida marcada pelo equilíbrio e por decisões importantes no segundo tempo.

O Rubro-Negro abriu o placar com o zagueiro Léo Pereira. O São Paulo reagiu e chegou ao empate com o atacante Jonathan Calleri, deixando o confronto em 1 a 1.

Com o resultado, o Flamengo chegou aos 38 pontos e permaneceu na segunda colocação do Campeonato Brasileiro. O São Paulo alcançou 26 pontos.

Flamengo reclama de possível pênalti

Um dos lances contestados aconteceu no segundo tempo, durante uma disputa envolvendo Arrascaeta e Marcos Antônio dentro da área do São Paulo.

A bola atingiu o braço do jogador são-paulino, mas o árbitro Anderson Daronco mandou a partida seguir. A jogada foi analisada pela equipe de vídeo, que não recomendou a revisão no monitor.

José Boto afirmou que, na interpretação do Flamengo, deveria ter sido marcada a penalidade. Segundo o dirigente, Marcos Antônio teria obtido vantagem ao desviar a trajetória da bola com o braço.

“É pênalti porque ele tira vantagem da posição do braço, mesmo estando junto ao corpo. É clara a intenção dele de desviar a bola com o braço e não com outra parte do corpo”, declarou José Boto.

A afirmação representa a avaliação do dirigente rubro-negro. A arbitragem entendeu que o lance não apresentava elementos suficientes para a marcação da infração.

Gol de Samuel Lino é anulado nos acréscimos

A segunda polêmica aconteceu nos minutos finais, quando o Flamengo aumentou a pressão em busca da vitória.

Samuel Lino recebeu dentro da área e marcou o que seria o segundo gol rubro-negro. A comemoração, porém, foi interrompida pela revisão do impedimento semiautomático.

O sistema identificou que Wallace Yan estava em posição irregular na origem da jogada. Como o atacante participou da construção do lance, o gol foi anulado.

A decisão foi mantida depois da análise do VAR, e o confronto terminou empatado por 1 a 1.

Diretoria questiona o momento usado pela tecnologia

O Flamengo não contestou apenas a posição apresentada pelo sistema, mas também pediu esclarecimentos sobre o momento exato utilizado para a construção da linha de impedimento.

José Boto afirmou que a imagem divulgada não mostraria com clareza o instante em que o passe foi realizado. Para o dirigente, essa informação é essencial para que clubes e torcedores compreendam como a decisão foi tomada.

O impedimento semiautomático utiliza câmeras e sistemas de rastreamento para identificar a posição dos jogadores. Apesar de reduzir o tempo das análises, a tecnologia ainda depende da definição do momento em que a bola é tocada pelo atleta que realiza o passe.

“O grande problema é a falta de critério”, diz Boto

Ao comentar os dois episódios, José Boto evitou classificar os árbitros brasileiros como profissionais ruins, mas afirmou que existe uma diferença frequente de interpretação em lances semelhantes.

“Não acho os árbitros brasileiros maus. Acho que o grande problema do Brasil é a falta de critério”, afirmou o diretor.

Na avaliação do Flamengo, contatos, possíveis mãos dentro da área e outras situações de interpretação recebem decisões diferentes dependendo da partida e da equipe de arbitragem.

O clube defende maior padronização, transparência e divulgação dos critérios adotados pelo árbitro de campo e pelo VAR.

O que está confirmado sobre os dois lances

  • A bola tocou o braço de Marcos Antônio dentro da área do São Paulo.
  • Anderson Daronco não marcou pênalti.
  • O VAR analisou o lance e não recomendou revisão no monitor.
  • Samuel Lino marcou nos acréscimos, mas o gol foi anulado.
  • O impedimento semiautomático apontou posição irregular de Wallace Yan na origem da jogada.
  • O Flamengo questionou publicamente as duas decisões.
  • O placar final foi de 1 a 1.

Tecnologia não elimina lances de interpretação

A partida mostrou que a presença do VAR e de sistemas automatizados não encerra necessariamente as discussões sobre arbitragem.

No impedimento, a tecnologia oferece dados objetivos sobre a posição dos jogadores. Ainda assim, dirigentes podem questionar o momento escolhido para congelar a imagem ou a participação de determinado atleta na jogada.

Nos possíveis pênaltis por toque de mão, a decisão continua dependendo de aspectos previstos na regra, como a posição do braço, o movimento corporal, a distância da bola e a existência ou não de uma ação deliberada.

Por isso, mesmo com recursos tecnológicos, algumas jogadas continuam abertas a interpretações diferentes.

Empate impede aproximação do líder

Além da repercussão envolvendo a arbitragem, o resultado teve impacto direto na disputa pelo título brasileiro.

O Flamengo permaneceu com 38 pontos e perdeu a oportunidade de reduzir de forma mais significativa a distância para o Palmeiras, líder da competição naquele momento.

O São Paulo, por sua vez, conquistou um ponto fora de casa e chegou aos 26 pontos na tabela.

Flamengo espera maior uniformidade

O posicionamento da diretoria aumenta a pressão sobre a Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol por explicações mais detalhadas sobre os dois lances.

O Flamengo sustenta que sua cobrança não se resume a um resultado isolado, mas à necessidade de aplicar critérios semelhantes em situações parecidas ao longo do campeonato.

Enquanto não houver um posicionamento adicional da CBF, permanecem duas interpretações: a arbitragem considerou corretas as decisões tomadas durante a partida, enquanto o Flamengo entende que houve um pênalti não marcado e cobra mais transparência sobre a anulação do gol nos acréscimos.

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