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Denúncia de rombo na Educação de Cuiabá mobiliza Ministério Público e pode virar CPI na Câmara

Denúncia de rombo na Educação de Cuiabá mobiliza Ministério Público e pode virar CPI na Câmara

O Ministério Público de Mato Grosso investiga um suposto rombo milionário na Educação de Cuiabá. A denúncia envolve possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos e já motivou pedidos de CPI na Câmara Municipal.

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Um suposto rombo milionário nas contas da Educação de Cuiabá passou a ser alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e provocou forte repercussão política na capital mato-grossense. A apuração envolve denúncias sobre possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados ao setor educacional.

O caso ganhou ainda mais destaque após declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, que apontou a existência de um possível prejuízo de aproximadamente R$ 80 milhões relacionado à Secretaria Municipal de Educação. Segundo o gestor, a suspeita envolve contratos e aquisições de materiais didáticos realizados nos últimos anos, que agora estão sendo analisados pelos órgãos de controle.

Diante da gravidade das denúncias, a promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues Corrêa determinou a abertura de procedimentos para acompanhar o caso e verificar se houve prejuízo aos cofres públicos. A investigação busca esclarecer se recursos que deveriam ser destinados à educação foram utilizados de forma irregular ou em desacordo com a legislação.

As suspeitas também chegaram à Câmara Municipal de Cuiabá. Dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foram protocolados por vereadores com o objetivo de apurar o suposto rombo e identificar eventuais responsáveis. Entretanto, a abertura da investigação legislativa ainda depende de trâmites internos da Casa, já que o limite máximo de CPIs em funcionamento foi atingido.

O ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, compareceu à Câmara para prestar esclarecimentos e negou qualquer irregularidade. Ele contestou as acusações de superfaturamento e afirmou que os investimentos realizados seguiram critérios técnicos e legais. O ex-gestor também rebateu as alegações envolvendo possíveis desvios de recursos da pasta.

Além das denúncias recentes, outra investigação conduzida pelo Ministério Público já analisava possíveis irregularidades envolvendo recursos da Educação nos anos anteriores. Entre os pontos apurados está o cumprimento do percentual mínimo constitucional de investimento no setor e movimentações financeiras consideradas suspeitas nos últimos dias da gestão passada. Em uma das linhas de investigação, há suspeitas de que valores vinculados ao Fundeb possam ter sido transferidos para outras finalidades administrativas.

O caso aumenta a pressão por transparência na gestão dos recursos públicos e reforça a cobrança por respostas sobre a aplicação do dinheiro destinado à educação. Enquanto as investigações avançam, o Ministério Público, órgãos de controle e vereadores buscam esclarecer se houve falhas administrativas, irregularidades contratuais ou eventual desvio de recursos públicos.

Caso sejam confirmadas irregularidades, os responsáveis poderão responder nas esferas administrativa, civil e criminal, conforme o resultado das apurações conduzidas pelas autoridades competentes.

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