“Americano nenhum vai matar nossos bandidos”, diz Renan Santos ao se referir ao PCC e CV
Renan Santos afirmou que o combate ao PCC e ao Comando Vermelho deve ser feito pelas forças de segurança brasileiras e não por governos estrangeiros.
A classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos continua provocando reações no cenário político brasileiro. Desta vez, quem chamou atenção foi o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, que fez uma declaração contundente sobre o combate às facções criminosas.
Em publicação nas redes sociais, Renan afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ser realizado pelas forças de segurança brasileiras e não por governos estrangeiros. Em uma frase que rapidamente ganhou repercussão, ele declarou que “americano nenhum vai matar nossos bandidos” e afirmou que a resposta contra PCC e CV deve partir do próprio Brasil.
A fala surgiu após o governo dos Estados Unidos anunciar oficialmente a inclusão das duas maiores facções criminosas do país na lista de organizações terroristas internacionais. A medida foi apresentada pelo Departamento de Estado norte-americano como parte de uma estratégia de combate ao narcotráfico, lavagem de dinheiro e atuação transnacional de grupos criminosos.
Renan Santos, que é fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e atualmente lidera o Partido Missão, afirmou que o combate às facções deve ser conduzido pelas forças brasileiras. Na publicação, ele também prestou homenagem aos policiais que atuam diariamente no enfrentamento ao crime organizado.
A declaração foi interpretada por apoiadores como uma defesa da capacidade das forças de segurança nacionais de combater organizações criminosas sem depender de intervenções externas. Ao mesmo tempo, a fala ocorre em meio a um intenso debate político sobre os efeitos da decisão americana e os limites da cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Nos últimos dias, diferentes lideranças políticas passaram a se posicionar sobre o tema. Enquanto parte da esquerda criticou a classificação das facções como organizações terroristas e levantou preocupações relacionadas à soberania nacional, setores da direita defenderam a medida como uma forma de aumentar a pressão internacional contra grupos criminosos responsáveis por tráfico de drogas, assassinatos, lavagem de dinheiro e expansão de redes criminosas além das fronteiras brasileiras.
O posicionamento de Renan acabou se diferenciando tanto das críticas feitas por setores do governo quanto de discursos que sugerem dependência de ações estrangeiras. A mensagem transmitida pelo pré-candidato foi a de que o Brasil precisa fortalecer suas próprias instituições de segurança e ampliar o combate interno às organizações criminosas que atuam há décadas em diferentes regiões do país.
A discussão ganhou ainda mais força porque ocorre em um momento de crescente preocupação com o avanço do crime organizado. Relatórios de segurança pública apontam que facções como PCC e Comando Vermelho ampliaram sua influência para além do sistema prisional, expandindo atividades ligadas ao tráfico internacional de drogas, contrabando de armas, lavagem de dinheiro e atuação em países vizinhos.
Com a proximidade das eleições de 2026, o tema da segurança pública volta a ocupar espaço central no debate político. E declarações como a de Renan Santos mostram que o combate às facções criminosas deve continuar sendo um dos assuntos mais explorados pelos pré-candidatos nos próximos meses.