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Mendonça e Fux não conseguem acessar íntegra do celular de Vorcaro e pedem ajuda à PF

Mendonça e Fux não conseguem acessar íntegra do celular de Vorcaro e pedem ajuda à PF

André Mendonça e Luiz Fux informaram à PF que não conseguiram acessar integralmente os dados do celular de Daniel Vorcaro e solicitaram suporte técnico. A PF afirma que as cópias distribuídas são fiéis ao material original; até agora não há evidência pública de adulteração.

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Um novo episódio envolvendo o celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entrou no centro da crise que movimenta o Supremo Tribunal Federal (STF).

Os ministros André Mendonça e Luiz Fux comunicaram à Polícia Federal que seus gabinetes encontraram dificuldades para acessar a íntegra dos dados extraídos do aparelho e pediram auxílio técnico à corporação.

O problema chama atenção porque outros ministros do Supremo já haviam recebido cópias integrais do mesmo conjunto de dados dias antes.

Moraes, Zanin e Gilmar receberam material primeiro

Na segunda-feira, 14 de setembro, a Polícia Federal entregou aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias integrais dos dados extraídos do celular de Vorcaro.

A entrega ocorreu depois da intensa disputa dentro do Supremo sobre o acesso ao conteúdo utilizado pela PF na produção de relatórios relacionados ao caso Banco Master.

Na ocasião, a própria Polícia Federal informou que as cópias disponibilizadas aos ministros eram idênticas à extração realizada no aparelho.

A corporação também afirmou que o material original permanecia sob sua custódia, dentro da cadeia formal de preservação, com lacres e mecanismos destinados à verificação da integridade digital.

Mendonça recebeu cópia e não conseguiu abrir os dados

Posteriormente, André Mendonça também recebeu o material.

Neste sábado (19), entretanto, o ministro encaminhou um ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informando que seu gabinete ainda não havia conseguido acessar efetivamente os dados.

Mendonça apresentou duas possibilidades para explicar o problema: uma dificuldade técnica operacional do próprio gabinete ou algum defeito na mídia física entregue pela PF.

“Seja por dificuldades de ordem técnica operacional, seja por algum tipo de defeito contido na mídia entregue, este Gabinete não logrou êxito em obter acesso efetivo ao material ali contido.”

O ministro pediu então auxílio técnico da Polícia Federal e uma conferência da integridade do material especificamente encaminhado ao seu gabinete.

Fux também relata problema

Uma atualização relevante do caso mostra que a dificuldade não ficou restrita a André Mendonça.

O gabinete de Luiz Fux também informou não ter conseguido acessar adequadamente a cópia recebida e solicitou assistência técnica à Polícia Federal.

O material possui grande volume de dados e exige ferramentas e procedimentos específicos para consulta e análise.

Com isso, o episódio passa a envolver pelo menos dois ministros que receberam cópias e encontraram dificuldades técnicas para examinar o conteúdo.

Isso significa que o arquivo foi adulterado?

Não há, até o momento, informação pública que permita chegar a essa conclusão.

O próprio André Mendonça não afirmou que recebeu dados adulterados, incompletos ou diferentes daqueles encaminhados aos demais ministros.

Ao solicitar ajuda, o magistrado deixou expressamente abertas tanto a hipótese de dificuldade operacional quanto a possibilidade de defeito na mídia entregue.

A Polícia Federal, por sua vez, já havia declarado que as cópias produzidas eram fiéis à extração original e que o conteúdo original permanecia preservado sob sua custódia.

Por isso, qualquer afirmação de que arquivos tenham sido apagados, alterados ou deliberadamente bloqueados dependeria de uma perícia ou manifestação técnica que demonstre isso.

Celular de Vorcaro está no centro da crise

A disputa em torno do aparelho ganhou enorme importância porque foi a partir do material apreendido com Vorcaro que surgiram mensagens e informações utilizadas pela Polícia Federal em diferentes frentes do caso Master.

Antes da sessão extraordinária do STF realizada no dia 15, ministros defenderam que todos os integrantes que participariam do julgamento deveriam ter acesso ao conteúdo completo, e não apenas aos relatórios produzidos pelos investigadores.

Zanin sustentou que precisava analisar o material para formar sua convicção. Gilmar Mendes também pediu acesso integral. Moraes igualmente recebeu uma cópia.

Mendonça, por outro lado, havia manifestado preocupação com a distribuição irrestrita de dados que poderiam envolver informações privadas ou investigações ainda em andamento.

Agora a PF terá de verificar o material

Com os pedidos apresentados por Mendonça e Fux, a Polícia Federal deverá prestar o suporte necessário para permitir que os gabinetes consigam examinar os arquivos.

A verificação também poderá esclarecer se existe algum problema na mídia entregue ou se a dificuldade decorre apenas das exigências técnicas necessárias para abrir e analisar o enorme volume de informações.

O ponto factual, neste momento, é simples: Moraes, Zanin e Gilmar receberam cópias integrais anteriormente; Mendonça e Fux também receberam material, mas relataram dificuldades para acessá-lo e acionaram a Polícia Federal.

Somente uma análise técnica poderá esclarecer a causa do problema.

Fontes: Polícia Federal; Folha de S.Paulo; SBT News; UOL; Metrópoles.

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