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Eduardo leva crise do STF a Washington e pede nova rodada de sanções contra Moraes

Eduardo leva crise do STF a Washington e pede nova rodada de sanções contra Moraes

Eduardo Bolsonaro apresentou em Washington informações sobre a crise no STF e defendeu uma nova rodada de sanções contra Alexandre de Moraes após a turbulenta sessão de terça-feira.

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) levou aos Estados Unidos a crise que tomou conta do Supremo Tribunal Federal (STF) após a sessão extraordinária que discutiu os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e o caso Banco Master.

Durante o julgamento de terça-feira (15), Eduardo anunciou pelas redes sociais que estava reunindo registros das manifestações dos ministros para apresentá-los a autoridades norte-americanas.

“Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções.”

A referência era a Washington, D.C., onde Eduardo manteve reuniões nesta quarta-feira (16) com representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Eduardo apresentou situação do STF em Washington

Segundo informações publicadas após os encontros, Eduardo apresentou aos interlocutores norte-americanos um briefing sobre os acontecimentos recentes no Supremo e voltou a defender a aplicação de sanções contra autoridades brasileiras.

A movimentação já havia sido anunciada pelo ex-parlamentar antes da viagem.

Durante a sessão do STF, Eduardo acompanhou as manifestações dos ministros e fez duras críticas a Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Flávio Dino.

Moraes foi um dos principais alvos

Eduardo acusou Alexandre de Moraes de reivindicar garantias processuais que, na avaliação dele, não teriam sido asseguradas da mesma maneira a réus de processos conduzidos pelo ministro.

A afirmação representa a avaliação política e jurídica de Eduardo Bolsonaro sobre a atuação de Moraes.

O ex-deputado também criticou Gilmar Mendes pelo confronto ocorrido durante a sessão com André Mendonça.

Ao comentar a atuação de Flávio Dino, Eduardo utilizou a expressão “bobo da corte”, em mais um ataque direto aos integrantes do Supremo.

Moraes já foi alvo da Lei Magnitsky

A possibilidade de novas sanções possui um precedente importante.

Em julho de 2025, o governo dos Estados Unidos colocou Alexandre de Moraes na lista de pessoas sancionadas com base no programa Global Magnitsky.

Na ocasião, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos acusou Moraes de violações relacionadas a detenções arbitrárias e restrições à liberdade de expressão.

Posteriormente, em setembro daquele ano, a medida também alcançou a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex.

As sanções provocaram forte repercussão diplomática entre Brasil e Estados Unidos.

Sanções foram retiradas em dezembro

Em 12 de dezembro de 2025, o governo norte-americano retirou Moraes, Viviane e o Instituto Lex da lista de pessoas e entidades sancionadas.

A retirada também está registrada oficialmente em documentos do governo dos Estados Unidos.

Agora, Eduardo Bolsonaro tenta convencer autoridades norte-americanas de que acontecimentos posteriores justificariam uma nova avaliação sobre Moraes e eventualmente outros integrantes do Judiciário brasileiro.

Nova punição depende dos Estados Unidos

Apesar da iniciativa de Eduardo, uma eventual nova rodada de sanções não depende do ex-deputado.

A decisão cabe exclusivamente às autoridades norte-americanas responsáveis pela política externa e pela aplicação das medidas previstas na legislação dos Estados Unidos.

Reportagens recentes indicam que o governo norte-americano voltou a avaliar possíveis medidas contra Moraes, mas isso não significa que novas sanções já tenham sido aprovadas.

Sessão do STF virou argumento em Washington

Eduardo procura utilizar justamente os acontecimentos da sessão extraordinária de terça-feira como parte de seus argumentos perante as autoridades norte-americanas.

O julgamento foi marcado por fortes divergências entre ministros, acusações entre integrantes da Corte e discussões sobre os procedimentos relacionados às informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A sessão terminou sem uma decisão definitiva depois que Flávio Dino pediu vista.

Agora, parte daquela discussão ultrapassou as fronteiras brasileiras e chegou diretamente a Washington por meio da articulação política de Eduardo Bolsonaro.

Se haverá ou não uma nova rodada de sanções é uma decisão que ainda depende do governo dos Estados Unidos.

Fontes: Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (OFAC); relatório oficial da Global Magnitsky; Estadão Conteúdo/O Liberal; UOL; Correio Braziliense; Reuters.

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