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Após romper com Lula, Roberta Luchsinger relata ameaças de morte e decide enviar filhas para fora do Brasil

Após romper com Lula, Roberta Luchsinger relata ameaças de morte e decide enviar filhas para fora do Brasil

Após romper com Lula e anunciar intenção de fazer delação, Roberta Luchsinger decidiu enviar as filhas para fora do Brasil, segundo o Metrópoles. A empresária relata ameaças de morte, e parlamentares pediram proteção à PGR.

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A empresária Roberta Luchsinger decidiu retirar suas duas filhas do Brasil após relatar ameaças de morte contra ela e sua família. A informação foi divulgada pelo Metrópoles nesta terça-feira (20 de outubro), poucos dias depois de a empresária romper publicamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciar que pretende colaborar com investigações envolvendo integrantes do governo federal.

A decisão ocorre em meio à repercussão de uma entrevista concedida à CNN Brasil no sábado (17), na qual Roberta afirmou temer por sua segurança e responsabilizou politicamente Lula pela exposição que diz estar enfrentando.

Empresária relata ameaças contra ela e as filhas

Durante a entrevista, Roberta afirmou receber dezenas de ameaças diariamente e relatou que suas filhas também passaram a ser alvo de intimidações.

Segundo a empresária, a situação se agravou depois que Lula se referiu a ela como "pilantra" em uma manifestação pública.

Roberta sustenta que as declarações do presidente aumentaram sua exposição e contribuíram para o ambiente de hostilidade que afirma enfrentar.

Ela também declarou que responsabiliza Lula caso algo aconteça com ela ou com suas filhas. Trata-se de uma acusação feita pela empresária, sem comprovação pública de que o presidente tenha ordenado, incentivado ou participado das ameaças relatadas.

Filhas devem deixar o Brasil por questões de segurança

Segundo reportagem do Metrópoles, pessoas próximas a Roberta confirmaram que ela decidiu enviar as duas filhas para o exterior.

A medida seria uma tentativa de protegê-las diante das ameaças que a empresária afirma receber.

Até a divulgação da reportagem, não haviam sido informados o destino das filhas nem a data da viagem.

A decisão evidencia a gravidade da situação descrita por Roberta, embora as circunstâncias e a autoria das intimidações ainda precisem ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

Rompimento com Lula e promessa de delação premiada

Roberta Luchsinger também ganhou destaque ao anunciar que pretende negociar um acordo de colaboração premiada no âmbito de investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.

Em entrevista à CNN Brasil, a empresária afirmou possuir informações sobre encontros e relações de integrantes do governo com pessoas investigadas.

Ela declarou que não pretende poupar Lula nem seu filho caso venha a firmar um acordo com as autoridades.

Entretanto, a disposição de colaborar não representa a formalização de uma delação premiada. Até o momento, não há confirmação pública de acordo assinado e homologado.

Oposição solicita proteção à Procuradoria-Geral da República

As declarações provocaram reação de parlamentares da oposição.

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) solicitou à Procuradoria-Geral da República a inclusão de Roberta e suas filhas no programa de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, também encaminhou pedido à PGR para que fossem adotadas medidas de proteção e apuradas as ameaças.

Os pedidos buscam garantir a segurança da empresária enquanto as investigações prosseguem. A concessão de proteção depende da avaliação das autoridades responsáveis.

Roberta e Lulinha são investigados pela Polícia Federal

Roberta Luchsinger é investigada em procedimentos que apuram suspeitas de tráfico de influência e possíveis irregularidades envolvendo relações com órgãos federais.

As investigações também examinam suspeitas relacionadas a Fábio Luís Lula da Silva, que nega envolvimento em práticas ilícitas.

A empresária contesta as suspeitas contra ela e afirma estar disposta a apresentar informações às autoridades.

A existência de investigação não significa comprovação de culpa, e eventuais acusações precisam ser examinadas com base em documentos, depoimentos e demais elementos de prova.

Lula nega acusações e questiona momento das declarações

Em manifestação divulgada após a entrevista, Lula afirmou desconhecer as supostas tratativas relatadas por Roberta e negou envolvimento nas irregularidades mencionadas.

O presidente também questionou o momento em que as acusações foram apresentadas, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.

A defesa de Lulinha igualmente contesta as suspeitas levantadas contra ele.

As negativas não encerram a necessidade de investigação, assim como as declarações da empresária não dispensam comprovação.

Ameaças precisam ser investigadas independentemente da disputa política

O episódio levanta uma questão que ultrapassa as divergências eleitorais: a necessidade de garantir segurança a pessoas que afirmam sofrer ameaças e que podem colaborar com investigações.

A apuração das mensagens relatadas por Roberta é fundamental para identificar eventuais responsáveis e avaliar a necessidade de medidas de proteção.

Também será necessário esclarecer se as informações que a empresária afirma possuir têm relevância para as investigações em andamento.

Por enquanto, estão confirmados o relato público das ameaças, a decisão de retirar as filhas do país segundo o Metrópoles, a intenção declarada de colaborar com a Justiça e os pedidos de proteção apresentados por parlamentares.

Fontes: Metrópoles (20/10/2026); CNN Brasil (17 e 18/10/2026); Folha de S.Paulo (outubro de 2026).

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