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Deltan é eleito senador pelo Paraná após reviravolta no TSE horas antes da votação

Deltan é eleito senador pelo Paraná após reviravolta no TSE horas antes da votação

Deltan Dallagnol foi eleito senador pelo Paraná horas depois de Nunes Marques suspender a decisão que havia barrado sua candidatura. Seus votos foram contabilizados, mas a validade definitiva da candidatura ainda dependerá do plenário do TSE. Filipe Barros conquistou a outra vaga.

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Deltan Dallagnol (Novo) está de volta ao caminho de Brasília.

O ex-procurador da República foi eleito senador pelo Paraná neste domingo (4), apenas algumas horas depois de uma reviravolta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitir que seus votos fossem contabilizados normalmente.

Deltan conquistou uma das duas vagas em disputa pelo estado. A outra ficou com Filipe Barros (PL).

Candidatura havia sido barrada na véspera

A eleição de Deltan aconteceu depois de um fim de semana marcado por decisões judiciais em sentidos opostos.

Na noite de sábado (3), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, decidiu individualmente indeferir o registro da candidatura do ex-procurador.

Floriano entendeu que não havia fato novo capaz de afastar a inelegibilidade reconhecida anteriormente pela Justiça Eleitoral.

A controvérsia remonta à cassação do mandato de deputado federal de Deltan, ocorrida em 2023, quando o TSE concluiu que sua saída do Ministério Público Federal havia ocorrido enquanto existiam procedimentos administrativos que poderiam resultar em punições capazes de gerar inelegibilidade.

A defesa de Deltan contesta esse entendimento.

Nunes Marques muda cenário no dia da eleição

Na manhã deste domingo, poucas horas antes da votação, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão de Floriano.

Nunes Marques considerou que não seria razoável uma questão dessa relevância ser decidida individualmente tão perto da abertura das urnas.

Com isso, determinou que a candidatura voltasse à situação de:

“Deferida com recurso.”

A decisão permitiu que os votos destinados a Deltan fossem processados e contabilizados.

Das decisões judiciais às urnas

Com a candidatura novamente válida para fins de contabilização, os eleitores paranaenses colocaram Deltan entre os dois candidatos mais votados para o Senado.

Segundo a Agência Senado, Filipe Barros recebeu pouco mais de 3,1 milhões de votos, enquanto Deltan obteve cerca de 2,88 milhões.

Os dois foram apontados como eleitos para os mandatos de oito anos que começam em fevereiro de 2027.

Deltan volta ao Congresso

O resultado marca uma reviravolta também na trajetória política do ex-procurador.

Deltan ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba.

Depois de deixar o Ministério Público Federal, entrou para a política e foi eleito deputado federal em 2022.

Em 2023, porém, perdeu o mandato após decisão unânime do TSE.

Agora, três anos depois, recebeu votos suficientes para retornar ao Congresso, desta vez para ocupar uma cadeira no Senado.

Filipe Barros conquista a outra vaga

A outra cadeira paranaense ficou com o deputado federal Filipe Barros (PL).

Barros terminou a disputa à frente de Deltan e também garantiu seu primeiro mandato como senador.

Com o resultado, ficaram fora das duas vagas nomes como Alexandre Curi (Republicanos) e Gleisi Hoffmann (PT).

Vitória de Deltan ainda depende do TSE

Apesar do resultado das urnas, existe uma ressalva jurídica fundamental.

A decisão de Nunes Marques não resolveu definitivamente a controvérsia sobre a elegibilidade de Deltan.

O presidente do TSE suspendeu a decisão individual tomada na véspera e permitiu a contabilização dos votos até que o caso seja analisado pelo plenário.

Isso significa que Deltan foi eleito nas urnas e aparece neste momento entre os vencedores da disputa, mas a validade definitiva de sua candidatura ainda depende do julgamento colegiado.

O Paraná, portanto, encerrou a votação com Filipe Barros e Deltan Dallagnol escolhidos para o Senado — enquanto uma das vagas ainda carrega uma disputa jurídica que deverá voltar à mesa do TSE.

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral; Agência Senado; Agência Brasil; UOL.

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