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Fux derruba efeitos de decisão de Dino e manda retirar novamente fake news sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida

Fux derruba efeitos de decisão de Dino e manda retirar novamente fake news sobre Flávio e Nossa Senhora Aparecida

Luiz Fux suspendeu a decisão de Flávio Dino e restabeleceu a ordem do TSE para retirada de publicações que tratam como verdadeira a alegação de que Flávio Bolsonaro pretende retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Plataformas têm 24 horas para cumprir a determinação, enquanto o caso segue para análise do plenário do STF.

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu na noite desta segunda-feira (28) os efeitos da decisão de Flávio Dino que havia liberado novamente publicações relacionadas à falsa informação de que Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Com a determinação de Fux, voltam a valer as ordens anteriormente expedidas pela Justiça Eleitoral para retirada dos conteúdos atingidos pela decisão.

As plataformas digitais receberam prazo de 24 horas para restabelecer o cumprimento das determinações.

Como começou a disputa

A controvérsia teve início depois que começou a circular nas redes sociais a informação de que Flávio Bolsonaro, caso eleito presidente, pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Flávio negou publicamente que tenha essa intenção e acionou a Justiça Eleitoral.

Na sexta-feira (25), o ministro André Mendonça, atuando no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de uma publicação do humorista Antonio Tabet e posteriormente estendeu a determinação às plataformas.

Mendonça classificou como “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio Bolsonaro ou sua família pretendem retirar o título da santa.

Dino derrubou decisão do TSE

No domingo (27), Flávio Dino tomou uma decisão em sentido contrário.

O ministro estendeu ao caso um entendimento adotado anteriormente em outra reclamação eleitoral e cassou parte da determinação de Mendonça.

Dino também determinou que as plataformas restabelecessem publicações anteriormente removidas.

Em sua decisão, o ministro argumentou em favor da liberdade de expressão e da liberdade religiosa.

Fux intervém e restabelece ordem

A campanha de Flávio Bolsonaro recorreu então a Luiz Fux.

Na noite de segunda-feira, Fux decidiu suspender todos os efeitos da determinação de Dino.

Para Fux, existem problemas inclusive na forma como o pedido chegou ao gabinete de Dino.

O ministro entendeu que o pedido apresentado naquele processo funcionava, na prática, como uma nova reclamação e deveria ter sido submetido à distribuição entre os integrantes do Supremo.

Fux também destacou uma diferença entre os casos: no processo anterior analisado por Dino, discutia-se conteúdo que não havia sido considerado falso; no caso envolvendo Nossa Senhora Aparecida, a Justiça Eleitoral havia reconhecido como falsa a informação atribuída a Flávio.

Fux questiona manutenção de notícia falsa

Outro argumento utilizado pelo ministro envolve a proximidade das eleições.

Fux sustentou que permitir a circulação de uma informação já considerada falsa pela Justiça Eleitoral poderia produzir consequências antes que o plenário tivesse oportunidade de analisar a controvérsia.

A determinação de Fux é cautelar. Isso significa que ele não encerrou definitivamente a discussão nem anulou de forma definitiva o entendimento de Dino.

Plenário terá a palavra final

Fux solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, que as decisões sejam submetidas ao plenário.

Fachin deverá levar a controvérsia para julgamento presencial, permitindo que os ministros decidam coletivamente qual entendimento deverá prevalecer.

Até lá, permanece valendo a determinação restabelecida por Fux.

Críticas continuam permitidas

Existe ainda uma distinção importante na decisão original de André Mendonça.

A Justiça Eleitoral não proibiu críticas, opiniões ou sátiras contra Flávio Bolsonaro.

A restrição alcança a apresentação como fato verdadeiro da alegação de que o candidato ou sua família pretendem retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

A controvérsia, portanto, ultrapassou a disputa eleitoral e abriu mais um confronto jurídico entre integrantes do STF e do TSE a poucos dias do primeiro turno.

Em apenas alguns dias, o mesmo conteúdo passou por três decisões diferentes: Mendonça determinou a retirada; Dino restabeleceu as publicações; e Fux suspendeu os efeitos da decisão de Dino, fazendo a ordem de retirada voltar a valer.

Agora, caberá ao plenário do Supremo definir qual interpretação deverá prevalecer.

Fontes: Supremo Tribunal Federal; CNN Brasil; Folha de S.Paulo; Agência Brasil.

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