Gleisi Hoffmann fica fora do Senado e sofre primeira derrota eleitoral desde 2014
Gleisi Hoffmann não conseguiu retornar ao Senado pelo Paraná. Filipe Barros e Deltan Dallagnol conquistaram as duas vagas. É a primeira derrota eleitoral da petista desde a disputa pelo governo paranaense em 2014.
Gleisi Hoffmann (PT) não conseguiu retornar ao Senado Federal nas eleições deste domingo (4) pelo Paraná.
A petista ficou fora das duas vagas em disputa no estado, conquistadas por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).
O resultado representa a primeira derrota eleitoral de Gleisi em 12 anos e interrompe uma sequência de vitórias que a manteve entre os principais nomes do PT no Congresso Nacional.
Gleisi fica atrás dos vencedores
Durante a reta final da apuração, Filipe Barros e Deltan Dallagnol consolidaram as duas primeiras posições.
Quando 90,35% das seções estavam apuradas, Barros aparecia com 27,39% dos votos válidos para o Senado, enquanto Deltan registrava 25,35%.
Alexandre Curi (Republicanos) ocupava a terceira posição, com 16,62%, e Gleisi aparecia com 13,26%.
Posteriormente, a Justiça Eleitoral confirmou Filipe Barros e Deltan como os escolhidos pelos paranaenses para os dois mandatos de oito anos.
Primeira derrota desde 2014
A derrota deste domingo é a primeira de Gleisi Hoffmann desde a eleição de 2014, quando disputou o governo do Paraná e não chegou ao segundo turno.
Depois daquele resultado, Gleisi conseguiu construir uma sequência de vitórias nas eleições proporcionais.
Em 2018, foi eleita deputada federal pelo Paraná. Quatro anos depois, em 2022, conquistou novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Em 2026, decidiu tentar retornar ao Senado, mas não conseguiu ficar entre os dois candidatos mais votados.
Gleisi já foi senadora pelo Paraná
O Senado não é novidade na trajetória política da petista.
Gleisi foi eleita senadora em 2010 com mais de 3,1 milhões de votos e exerceu mandato entre 2011 e 2018.
Durante parte desse período, afastou-se do Senado para comandar a Casa Civil no governo de Dilma Rousseff.
Além da passagem pelo Senado e pela Câmara, Gleisi ganhou projeção nacional como presidente do PT e tornou-se uma das principais aliadas políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Paraná escolhe Filipe Barros e Deltan
As duas cadeiras paranaenses terminaram nas mãos de candidatos identificados com campos políticos de oposição ao PT.
Filipe Barros, do PL, terminou na primeira colocação e garantiu uma das vagas.
A segunda ficou com Deltan Dallagnol, do Novo, que protagonizou uma reviravolta jurídica poucas horas antes da abertura das urnas.
Na véspera da eleição, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia indeferido individualmente o registro de Deltan. Na manhã deste domingo, porém, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos da decisão, permitindo que seus votos fossem contabilizados.
A situação jurídica de Deltan ainda deverá ser analisada definitivamente pelo plenário do TSE.
Derrota muda trajetória de Gleisi
O resultado impede, ao menos nesta eleição, o retorno de Gleisi à Casa onde iniciou sua trajetória no Congresso Nacional.
Também representa uma derrota relevante para o PT no Paraná, já que Gleisi era um dos nomes de maior projeção nacional apresentados pelo partido na disputa estadual.
Depois de 12 anos sem perder uma eleição que disputou, a petista encerra a corrida de 2026 fora das duas vagas paranaenses para o Senado.
Fontes: Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR); Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Agência Senado; UOL.