Manifestação pró-Lula termina com registros de vandalismo na Paulista; apoiadores de Flávio teriam ajudado na limpeza
Após manifestação pró-Lula na Avenida Paulista, a Polícia Militar registrou pichações, depredação e tumultos perto de estações do metrô. Equipes de limpeza trabalharam na recuperação da Trianon-Masp. Relatos sobre a participação de apoiadores de Flávio Bolsonaro na limpeza ainda não foram confirmados.
A manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou com registros de vandalismo, pichações e tumultos nas proximidades de estações do metrô.
Segundo a Polícia Militar, as ocorrências foram registradas durante a dispersão dos participantes. Imagens divulgadas pela CNN Brasil mostram pessoas sobre a cobertura da estação Trianon-Masp, algumas com o rosto coberto, além de estruturas pichadas.
O episódio provocou críticas nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a responsabilidade de quem danifica equipamentos públicos durante manifestações políticas.
Estações de metrô foram alvo de vandalismo
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, houve registros de pichações e depredação na região das estações Trianon-Masp e Consolação.
Na Consolação, a CNN Brasil relatou informações policiais sobre danos a portas e grades de acesso. Já na Trianon-Masp, imagens mostram pessoas sobre a cobertura de vidro e pichações em estruturas próximas à entrada.
Uma das mensagens exibidas nas imagens fazia referência à revolução. A autoria das pichações, entretanto, ainda precisa ser individualmente esclarecida.
Metrô inicialmente não havia identificado danos
Apesar dos relatos da Polícia Militar, o Metrô de São Paulo informou inicialmente que não possuía registros internos de vandalismo nas estações da Avenida Paulista.
A companhia explicou que o fechamento temporário da Trianon-Masp também ocorreu devido à grande concentração de pessoas, como parte do protocolo de controle de multidões.
Posteriormente, surgiram novas informações sobre os danos. Segundo reportagem publicada pelo Metrópoles nesta segunda-feira (12), o Metrô providenciava o registro de um boletim de ocorrência.
Equipes trabalham para remover pichações
Na manhã desta segunda-feira (12), funcionários do Metrô e da limpeza urbana foram fotografados trabalhando na recuperação dos acessos da estação Trianon-Masp.
Segundo reportagem do Poder360, trabalhadores utilizavam equipamentos para retirar cartazes e remover pichações das estruturas.
Nas redes sociais, também circularam relatos de que apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) teriam participado voluntariamente da limpeza.
Entretanto, não foram encontradas evidências independentes suficientes para confirmar essa participação ou identificar a preferência política dos supostos voluntários.
Quem deve pagar pelos prejuízos?
O vandalismo contra estações de metrô não prejudica apenas a aparência da cidade. Danos às estruturas podem comprometer o funcionamento dos acessos e exigir reparos custeados pelos responsáveis pela manutenção dos equipamentos.
Quando esses custos recaem sobre recursos públicos, a população acaba sendo afetada.
A legislação brasileira prevê responsabilização de quem danifica patrimônio público. A identificação dos envolvidos e a apuração dos prejuízos, porém, dependem de investigação e comprovação das condutas individuais.
Direito de manifestação não autoriza depredação
A Constituição Federal garante a liberdade de manifestação e reunião pacífica. Esse direito, entretanto, não autoriza pichações, destruição de equipamentos públicos ou atos de violência.
O mesmo princípio deve valer para manifestações de qualquer orientação política, sejam organizadas por apoiadores de Lula, Bolsonaro ou outros grupos.
Não é correto responsabilizar automaticamente todos os participantes de uma manifestação pelas ações de algumas pessoas. Mas também não se pode relativizar a destruição do patrimônio público por afinidade partidária.
O direito de protestar deve ser respeitado. O direito de depredar não existe. Quem for identificado como responsável pelos danos deve responder conforme a lei.
Fontes: CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Agência Estado, Poder360 e Metrópoles.