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Morre aos 45 anos a jornalista e professora Victória Bacon, referência na comunicação de Rondônia

Morre aos 45 anos a jornalista e professora Victória Bacon, referência na comunicação de Rondônia

A jornalista e professora Victória Bacon morreu aos 45 anos em Porto Velho. Com mais de 20 anos de atuação na imprensa de Rondônia, ela também foi professora e servidora da Unir e relatava ter sido pioneira como mulher trans em diferentes espaços profissionais do estado.

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A jornalista e professora Victória Ângelo Bacon morreu nesta terça-feira (6), aos 45 anos, em Porto Velho. Com mais de duas décadas de atuação na comunicação rondoniense, ela também construiu uma trajetória ligada à educação e ao serviço público.

Segundo informações divulgadas pelo Rondoniagora, Victória morreu às 9h41 no Hospital da Unimed, onde estava internada desde o dia 24 de setembro após passar mal.

A morte foi confirmada por um sobrinho. A família aguardava o resultado do laudo para esclarecer oficialmente a causa do falecimento.

Mais de duas décadas no jornalismo de Rondônia

Victória atuava no jornalismo rondoniense desde 2004 e passou por diferentes veículos de comunicação de Porto Velho.

Ao longo da carreira, trabalhou como colunista, redatora e apresentadora, abordando temas relacionados à política, sociedade, cultura e ao cotidiano de Rondônia.

Sua trajetória também passou pelo News Rondônia, onde assinou colunas e publicou análises e opiniões.

Além da imprensa, Victória atuou como professora, secretária executiva e tradutora.

Uma história marcada pela superação

Em uma entrevista concedida ao Rondoniagora em 2017, Victória falou abertamente sobre sua trajetória pessoal e sobre os desafios enfrentados como mulher trans.

Na ocasião, aos 36 anos, contou que iniciou sua transição ainda na adolescência e destacou a importância da aceitação de sua família em uma época em que, segundo ela, havia ainda menos informação e apoio disponíveis às pessoas trans.

Victória também relatou ter realizado cirurgia de redesignação sexual, alterado seus documentos e continuado o acompanhamento hormonal.

Pioneirismo em Rondônia

Na entrevista de 2017, Victória afirmou ter alcançado posições que considerava históricas no estado.

Segundo seu próprio relato, tornou-se a primeira professora trans da rede pública, a primeira servidora trans da Universidade Federal de Rondônia (Unir) e a primeira sindicalista trans de Rondônia.

Na Unir, também atuou profissionalmente como secretária executiva.

Ao recordar as dificuldades enfrentadas durante sua trajetória, Victória dizia considerar-se uma pessoa vitoriosa por tudo que havia conseguido construir.

Imprensa de Rondônia presta homenagens

A notícia da morte provocou manifestações de pesar entre jornalistas, professores, amigos e pessoas que acompanharam o trabalho de Victória ao longo dos anos.

A Associação Rondoniense de Jornalistas Digitais (ARJORE) também publicou nota lamentando sua morte e destacou seus mais de 20 anos dedicados à comunicação.

Nesta quarta-feira (7), familiares, amigos e colegas de profissão participam das últimas homenagens em Porto Velho.

Victória deixa uma trajetória construída entre o jornalismo, a educação e o serviço público, além de uma história pessoal marcada pela busca por espaço e reconhecimento em Rondônia.

Fontes: Rondoniagora; News Rondônia; Portal de Rondônia; ARJORE; SGC.

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