“A eleição já é do Flávio”: Renan Santos prevê vitória, mas recusa apoio no 2º turno
Renan Santos reconheceu que seu resultado de 2,24% foi “muito ruim” e descartou apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro no segundo turno. Apesar disso, afirmou acreditar que Flávio vencerá: “A eleição já é do Flávio Bolsonaro”. A declaração é uma previsão política de Renan; a eleição será decidida em 25 de outubro.
Renan Santos (Missão) avaliou o resultado das eleições deste domingo (4), reconheceu que teve um desempenho muito abaixo do esperado e fez uma previsão sobre o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em transmissão pelas redes sociais após a apuração, Renan afirmou acreditar que Flávio vencerá a eleição presidencial.
“A eleição já é do Flávio Bolsonaro.”
A declaração representa uma avaliação política do próprio Renan. O resultado da eleição ainda não está definido, e Flávio e Lula disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Renan reconhece resultado “muito ruim”
Renan terminou o primeiro turno na quarta colocação, com 2,24% dos votos válidos e cerca de 2,67 milhões de votos.
O candidato reconheceu que o desempenho ficou bastante distante das expectativas construídas durante a campanha.
“O resultado é ruim. [...] Foi muito distante do que poderia ter acontecido, foi muito ruim. Apenas muito ruim.”
Além do desempenho presidencial, Renan demonstrou frustração com os resultados alcançados pelo partido Missão nas disputas legislativas.
Flávio terminou primeiro turno na frente
Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa da eleição presidencial na primeira colocação, com 47,03% dos votos válidos.
Lula ficou em segundo, com 45,16%.
A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,22 milhões de votos.
Foi diante desse cenário que Renan afirmou considerar a eleição favorável a Flávio. Isso, entretanto, não representa um resultado antecipado: nenhum dos candidatos alcançou mais de 50% dos votos válidos, e a definição ocorrerá no segundo turno.
Renan não apoia Flávio nem Lula
Apesar de dizer acreditar em uma vitória de Flávio, Renan descartou declarar apoio ao candidato do PL.
Também rejeitou apoiar Lula e liberou seus eleitores e apoiadores para decidirem individualmente como votar.
“Façam o que vocês quiserem.”
Durante a mesma manifestação, Renan chamou tanto Flávio quanto Lula de “bandidos” e afirmou que não recomendaria voto em nenhum dos dois.
As expressões são acusações feitas pelo próprio Renan Santos e devem ser entendidas dentro do contexto de seu posicionamento político. Elas não representam uma conclusão desta reportagem sobre os candidatos.
Críticas mais duras foram direcionadas a Flávio
Mesmo prevendo uma vitória do candidato do PL, Renan concentrou parte significativa de suas críticas em Flávio Bolsonaro.
Durante a transmissão, utilizou expressões ofensivas contra o senador e afirmou que Flávio teria se beneficiado politicamente do sobrenome Bolsonaro para chegar ao segundo turno.
Renan também criticou o desempenho e a composição da bancada eleita pelo PL.
Renan admite força política do bolsonarismo
O resultado também provocou uma mudança no discurso de Renan sobre a organização da direita brasileira.
Depois de conduzir uma campanha tentando construir uma alternativa ao bolsonarismo, ele reconheceu após as urnas a força eleitoral do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Renan chegou a afirmar que integrantes de seu movimento que desejarem migrar para o bolsonarismo não enfrentarão oposição de sua parte.
O posicionamento chama atenção porque, durante a campanha, Renan tentou apresentar sua candidatura justamente como uma opção de direita independente tanto de Lula quanto da família Bolsonaro.
Segundo turno será em 25 de outubro
Apesar da previsão feita por Renan Santos, a Presidência permanece oficialmente em disputa.
Flávio Bolsonaro e Lula voltarão às urnas no próximo dia 25 de outubro.
Os eleitores que escolheram Renan, Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e os demais candidatos no primeiro turno passam agora a integrar uma parcela do eleitorado disputada pelas duas campanhas.
Renan, entretanto, afirmou que não pretende orientar seus aproximadamente 2,67 milhões de eleitores a votar em nenhum dos finalistas.
Fontes: Agência Brasil; Poder360; Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Agência Senado.