Flávio Bolsonaro articula mudança no comando do Congresso e não quer Hugo Motta nem Alcolumbre em 2027
Flávio Bolsonaro teria comunicado ao Centrão que não apoiará Hugo Motta e Davi Alcolumbre para o comando do Congresso em 2027. Segundo a CNN Brasil, o PL pretende lançar Rogério Marinho ao Senado e negociar outro nome para a Câmara.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, sinalizou a lideranças do Centrão que não pretende apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados nem de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando do Senado em 2027.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, o recado foi transmitido durante negociações políticas com partidos que se aproximaram da candidatura de Flávio no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A movimentação indica que o PL pretende disputar maior influência sobre o Congresso Nacional, independentemente do resultado das negociações partidárias em andamento.
Flávio quer mudanças no comando da Câmara e do Senado
De acordo com a reportagem, Flávio Bolsonaro não pretende oferecer apoio político à permanência dos atuais presidentes das duas Casas legislativas.
A posição representa um sinal de resistência à continuidade de Hugo Motta e Davi Alcolumbre, que ocupam postos estratégicos para a definição da pauta legislativa e a condução das negociações entre o Congresso e o governo federal.
A presidência da Câmara tem papel decisivo na tramitação de projetos e na organização dos trabalhos dos deputados. Já o comando do Senado exerce influência sobre votações, comissões e processos de análise de indicações para cargos importantes da República.
Rogério Marinho é a aposta do PL para o Senado
Para a presidência do Senado, o PL defende o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN), que atua na coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Marinho é um dos principais aliados da família Bolsonaro no Congresso e tem participado das articulações políticas da oposição.
Uma eventual candidatura do senador à presidência da Casa dependerá da composição do Senado a partir de 2027 e da capacidade de reunir apoio entre parlamentares de diferentes partidos.
O apoio de Flávio, portanto, não garante a eleição de Marinho, já que a escolha do presidente do Senado cabe aos próprios senadores.
Centrão poderá indicar alternativa a Hugo Motta
Na Câmara dos Deputados, a estratégia relatada é diferente.
Em vez de apresentar imediatamente um candidato próprio, o grupo político de Flávio pretende permitir que legendas do Centrão discutam uma alternativa a Hugo Motta.
Partidos como União Brasil, PP e Republicanos participam das conversas políticas envolvendo a candidatura presidencial do PL.
A intenção seria construir um nome com capacidade de reunir votos de diferentes bancadas, mantendo o PL como uma força importante nas negociações.
Essa estratégia também poderia evitar uma disputa antecipada entre aliados que precisam permanecer unidos durante o segundo turno.
Por que o comando do Congresso é tão importante?
Quem preside a Câmara e o Senado possui grande influência sobre o funcionamento do Legislativo.
Os presidentes das duas Casas participam da definição de prioridades, da condução de votações e das articulações necessárias para aprovar projetos de interesse do governo ou da oposição.
Para um eventual governo Flávio Bolsonaro, contar com dirigentes politicamente alinhados poderia facilitar a negociação de propostas nas áreas econômica, administrativa e de segurança pública.
Por outro lado, presidentes independentes ou ligados a grupos divergentes poderiam dificultar a formação de maiorias parlamentares.
Isso não significa que o presidente da República possa escolher os dirigentes do Congresso. As eleições internas são realizadas pelos próprios parlamentares, conforme as regras de cada Casa.
Articulação expõe divergências com Motta e Alcolumbre
A movimentação também evidencia o distanciamento político entre Flávio Bolsonaro e os atuais dirigentes do Legislativo.
Segundo a CNN Brasil, divergências acumuladas entre os grupos influenciam a decisão de buscar novos nomes para o comando das duas Casas.
Entretanto, a posição atribuída ao senador ainda representa uma articulação política, e não uma definição sobre quem presidirá o Congresso em 2027.
As negociações dependerão do resultado das eleições, da composição das bancadas e dos acordos entre os partidos.
Disputa por 2027 já começou
Embora a eleição presidencial ainda esteja em andamento, as conversas sobre o comando do Congresso mostram que os partidos já estão pensando na distribuição de poder para o próximo período legislativo.
Para o PL, a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado poderá ser decisiva para a aprovação de suas principais propostas.
Para o Centrão, a negociação representa uma oportunidade de preservar influência política independentemente de quem vença a disputa presidencial.
O recado atribuído a Flávio Bolsonaro é claro: se depender de seu apoio político, o comando do Congresso em 2027 deverá passar por mudanças. Mas a palavra final será dos deputados e senadores eleitos.
Fonte: CNN Brasil, conforme informações divulgadas sobre as articulações políticas para 2027.