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Justiça Eleitoral determina investigação contra deputada eleita do PT após denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro

Justiça Eleitoral determina investigação contra deputada eleita do PT após denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro

Justiça Eleitoral determina que a Polícia Federal investigue Ana Elisa (PT-MG) por suspeita de divulgar informações falsas contra Flávio Bolsonaro envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

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A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou, nesta quarta-feira (14), a abertura de um inquérito policial para investigar a deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), após uma denúncia apresentada pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

A investigação busca esclarecer se a parlamentar divulgou informações sabidamente falsas ao associar apoiadores de Bolsonaro a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Publicações motivaram denúncia eleitoral

Segundo a representação apresentada pela equipe jurídica de Flávio Bolsonaro, Ana Elisa publicou mensagens na rede social X afirmando que bolsonaristas estariam tentando retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.

A campanha do candidato do PL contestou as declarações e apontou possível violação do artigo 323 do Código Eleitoral, que trata da divulgação de fatos sabidamente inverídicos em propaganda eleitoral.

A controvérsia envolve referências a um antigo projeto legislativo, apresentado em 2007 e posteriormente arquivado. Flávio Bolsonaro nega que pretenda retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Juiz determina investigação pela Polícia Federal

O juiz Orlando Israel de Souza, da 103ª Zona Eleitoral de Divinópolis (MG), acolheu a manifestação do Ministério Público Eleitoral favorável à abertura do inquérito.

O Ministério Público considerou necessária a obtenção de elementos adicionais para esclarecer os fatos e verificar a eventual ocorrência de crime eleitoral.

A decisão determinou que a plataforma X preserve os registros digitais das publicações mencionadas na representação, realizadas entre 24 de setembro e 8 de outubro de 2026.

O caso foi encaminhado para investigação pela Polícia Federal.

Justiça rejeita restrição a futuras publicações

Apesar de autorizar a investigação, o magistrado rejeitou o pedido para impedir que Ana Elisa voltasse a publicar conteúdos sobre o assunto.

O entendimento foi de que uma proibição genérica de manifestações futuras seria excessivamente abrangente e não apresentaria delimitação suficiente.

A abertura do inquérito não significa que a deputada tenha cometido um crime. A investigação deverá reunir provas e esclarecer as circunstâncias das publicações.

Deputada afirma que ainda não teve acesso ao processo

Procurada pela imprensa, Ana Elisa afirmou que ainda não teve acesso aos autos, que tramitam sob sigilo.

A parlamentar também declarou que considera o procedimento mais uma tentativa de silenciá-la e informou que deverá se manifestar após conhecer o conteúdo da investigação.

O caso ocorre durante o segundo turno da eleição presidencial de 2026 e amplia a disputa judicial envolvendo publicações políticas nas redes sociais.

Fontes: UOL, CartaCapital, Metrópoles e O Tempo. Reportagens publicadas em 14 de outubro de 2026.

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