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Ministros veem ala do STF preparando terreno para contestar eleição se Flávio vencer, diz Revista Oeste

Ministros veem ala do STF preparando terreno para contestar eleição se Flávio vencer, diz Revista Oeste

Ministros do STF ouvidos reservadamente pela Revista Oeste afirmam enxergar uma movimentação que poderia preparar terreno para questionamentos eleitorais caso Flávio Bolsonaro vença. Não há, porém, prova pública de um plano institucional da Corte para contestar o resultado.

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Uma reportagem publicada neste domingo (28) pela Revista Oeste traz uma informação de forte repercussão em meio à reta final da eleição presidencial de 2026.

Segundo a publicação, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ouvidos reservadamente, afirmam enxergar movimentos de uma ala da própria Corte que poderiam preparar terreno para uma eventual contestação do resultado eleitoral caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a disputa pela Presidência.

A informação é atribuída a magistrados que não tiveram seus nomes revelados. Até o momento, não existe manifestação institucional do STF anunciando intenção de questionar eventual vitória de qualquer candidato.

Ministros falam em “construção de uma narrativa”

De acordo com a Revista Oeste, os ministros consultados avaliam que estaria sendo construída uma narrativa segundo a qual decisões judiciais, investigações e vazamentos de informações teriam sido contaminados por interesses político-eleitorais.

Um dos magistrados ouvidos reservadamente afirmou à publicação:

“Estão criando clima para isso.”

Outro ministro disse que esse ambiente poderia futuramente ser utilizado para sustentar questionamentos sobre a neutralidade das instituições envolvidas no processo eleitoral.

Essas declarações representam a avaliação dos ministros consultados pela revista e não demonstram, por si mesmas, a existência de um plano organizado para anular ou contestar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

André Mendonça aparece no centro da discussão

Um dos principais elementos citados pela reportagem é a crescente acusação de atuação político-eleitoral dirigida ao ministro André Mendonça, relator de processos relacionados ao caso Banco Master.

Durante a sessão extraordinária do STF realizada em 15 de setembro, Gilmar Mendes acusou Mendonça publicamente de conduzir as investigações com viés político-eleitoral.

Gilmar chegou a utilizar a expressão “pixuleco eleitoral” durante um forte confronto verbal com o colega.

Mendonça reagiu às acusações e exigiu respeito durante a sessão.

A discussão aconteceu justamente durante a análise das informações envolvendo mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.

Caso Master ampliou divisão dentro do Supremo

As divergências dentro do STF tornaram-se públicas nas últimas semanas.

Ministros discutiram sobre a atuação de Mendonça, o acesso ao conteúdo integral extraído do celular de Vorcaro, a validade do relatório produzido pela Polícia Federal e a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes.

Gilmar Mendes também defendeu que questões relacionadas à atuação de Mendonça fossem analisadas antes da conclusão do julgamento.

O SBT News registrou o confronto entre os ministros e informou que Gilmar acusou Mendonça de realizar uma “condução político-eleitoral” do caso.

Gilmar já havia levantado preocupação com politização eleitoral

Outro elemento destacado pela Revista Oeste é uma manifestação anterior do próprio Gilmar Mendes sobre a Justiça Eleitoral.

Segundo a reportagem, o ministro já havia alertado publicamente para aquilo que classificou como risco de “politização da Justiça Eleitoral”.

Gilmar também mencionou a possibilidade de o Supremo funcionar como instância revisora diante de controvérsias originadas no Tribunal Superior Eleitoral.

Para os ministros ouvidos pela Oeste, declarações desse tipo, combinadas às acusações de influência político-eleitoral no caso Master, alimentam preocupação sobre como eventuais disputas jurídicas poderão ser tratadas depois da eleição.

Há diferença entre preocupação de bastidor e plano comprovado

A informação revelada pela Revista Oeste é politicamente relevante, principalmente porque foi atribuída a integrantes do próprio Supremo.

Mas existe uma diferença essencial entre ministros manifestarem preocupação reservadamente e existir uma decisão ou estratégia comprovada dentro da Corte para contestar uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro.

Até o momento, não foi apresentada evidência documental de um plano do STF para impedir, anular ou questionar automaticamente uma vitória do candidato do PL.

A própria reportagem utiliza expressões como “avaliaram”, “preparando terreno” e “construção de uma narrativa”, indicando que se trata da interpretação dos magistrados ouvidos.

Reta final aumenta peso das declarações

O episódio ganha relevância adicional por ocorrer na reta final da campanha presidencial.

Discussões sobre investigações, vazamentos, decisões judiciais e possíveis interesses eleitorais passaram a fazer parte dos próprios confrontos públicos entre integrantes do Supremo.

Por isso, qualquer questionamento futuro sobre o resultado das urnas precisará ser analisado com base em fatos concretos, legislação eleitoral e provas apresentadas nos processos — independentemente de qual candidato vença.

Por enquanto, o fato comprovado é que ministros ouvidos reservadamente pela Revista Oeste dizem temer que uma ala do STF esteja criando condições para uma eventual contestação caso Flávio Bolsonaro vença.

Se essa avaliação corresponde a uma movimentação concreta dentro da Corte é algo que, até o momento, não foi demonstrado publicamente.

Fontes: Revista Oeste; SBT News.

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