BaseNews Jornalismo com contexto dentro da Mistago
“O morno não serve”: Carlos Viana rompe com candidatura de Caiado e declara apoio a Flávio no 1º turno

“O morno não serve”: Carlos Viana rompe com candidatura de Caiado e declara apoio a Flávio no 1º turno

Carlos Viana (PSD-MG) declarou apoio a Flávio Bolsonaro no primeiro turno, contrariando Ronaldo Caiado, candidato presidencial de seu próprio partido. Viana também quer presidir o Senado e promete colocar em andamento pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.

WhatsApp

O senador Carlos Viana (PSD-MG), candidato à reeleição por Minas Gerais, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República já no primeiro turno das eleições de 2026.

O anúncio foi feito na noite de domingo (27), a apenas uma semana da votação, e coloca Viana em posição contrária à candidatura presidencial do próprio partido.

O PSD disputa o Palácio do Planalto com Ronaldo Caiado, mas Viana decidiu seguir outro caminho na reta final.

“Ou quente ou frio, o morno não serve. Então, vamos botar quente, gente. Nessa reta final, meu apoio é Flávio Bolsonaro, no primeiro turno.”

Viana deixa de lado candidato do próprio PSD

A decisão chama atenção porque Carlos Viana está filiado ao mesmo partido de Ronaldo Caiado.

Mesmo assim, o senador mineiro decidiu declarar publicamente seu voto em Flávio Bolsonaro.

Em sua manifestação, Viana afirmou que pretende ajudar a derrotar a esquerda e defendeu o fortalecimento político da chapa encabeçada pelo candidato do PL.

O movimento confirma uma aproximação que vinha ocorrendo nos últimos dias, quando Viana passou a fazer acenos públicos à candidatura de Flávio.

Viana também mira Presidência do Senado

O apoio presidencial veio acompanhado de outro objetivo político.

Carlos Viana afirmou que pretende disputar a Presidência do Senado Federal na próxima legislatura.

E fez uma promessa relacionada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Viana, caso consiga assumir o comando do Senado, pretende colocar em tramitação um pedido de impeachment contra o ministro.

“Eu quero ser presidente do Senado para fazer o que o Alcolumbre nunca teve coragem de fazer.”

Na sequência, o senador afirmou que pretende retirar da gaveta um pedido contra Moraes e encaminhá-lo para investigação.

“Senado com coragem para ajudar Flávio”

Viana também relacionou sua candidatura ao Senado à eventual governabilidade de Flávio Bolsonaro caso o candidato do PL seja eleito presidente.

“Precisamos de um Senado com coragem para ajudar o Flávio Bolsonaro a governar o Brasil.”

A declaração mostra que o movimento de Viana não se limita ao voto presidencial.

O senador busca vincular sua própria campanha em Minas Gerais a uma futura composição política no Congresso.

Flávio ainda não retribuiu apoio em Minas

Existe, entretanto, uma situação curiosa nessa aproximação.

Dias antes de Viana anunciar seu apoio, Flávio Bolsonaro esteve em Minas Gerais e pediu votos para dois adversários do senador na disputa pelas vagas mineiras no Senado: Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio “Superman” Costa (Novo).

Viana não foi citado naquele pedido de voto.

Até o momento, portanto, o apoio declarado por Carlos Viana a Flávio não resultou em um apoio público equivalente de Flávio à candidatura de Viana ao Senado.

PSD chega dividido à reta final

O episódio também expõe dificuldades de Ronaldo Caiado para unificar seu próprio partido em torno de sua candidatura presidencial.

Carlos Viana agora declarou voto em Flávio Bolsonaro, enquanto outros integrantes do PSD também mantêm posições diferentes da candidatura nacional da legenda.

Em Minas Gerais, por exemplo, o governador Mateus Simões tende a apoiar Romeu Zema (Novo) para presidente.

Com isso, embora Caiado seja oficialmente o candidato presidencial do PSD, o partido chega à última semana da campanha sem apoio uniforme de suas principais lideranças.

Impeachment de ministro depende do Senado

A promessa de Viana sobre Alexandre de Moraes também coloca a disputa pelo Senado no centro do debate eleitoral.

Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF nos casos de crimes de responsabilidade.

Entretanto, a declaração de Viana não significa que Moraes seria automaticamente afastado ou condenado.

Mesmo que um pedido seja colocado em tramitação, existem etapas processuais e necessidade de apoio parlamentar para que um eventual processo avance.

Uma semana antes das urnas

O anúncio ocorre na reta final das eleições.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, quando os mineiros também escolherão dois representantes para o Senado.

Carlos Viana chega à última semana tentando associar sua candidatura ao campo político de Flávio Bolsonaro, mesmo permanecendo filiado ao partido que lançou Ronaldo Caiado à Presidência.

A posição agora é explícita: Viana quer Flávio presidente já no primeiro turno e pretende disputar o comando do Senado com a promessa de colocar em tramitação um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes.

Fontes: Metrópoles; Estado de Minas; RedeTV!; Gazeta do Povo.

Localizacao atualizada.
Radio Aliança | FM 105,9 - Porto Velho RO
Radio online