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Virada no Rio: TSE anula 274 mil votos de Garotinho e abre caminho para vitória de Douglas Ruas no primeiro turno

Virada no Rio: TSE anula 274 mil votos de Garotinho e abre caminho para vitória de Douglas Ruas no primeiro turno

O TSE anulou 274.411 votos de Anthony Garotinho e alterou o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro. Com a retotalização, Douglas Ruas (PL) alcançou aproximadamente 50,88% dos votos válidos, garantindo a vitória no primeiro turno. Eduardo Paes contestou a decisão no STF, mas posteriormente anunciou sua desistência.

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Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mudou o cenário político do Rio de Janeiro e abriu caminho para a vitória de Douglas Ruas (PL) ainda no primeiro turno das eleições de 2026.

Por 5 votos a 2, os ministros decidiram anular os 274.411 votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que disputou a eleição com o registro de candidatura indeferido.

A mudança fez Douglas Ruas, que havia terminado a votação com 49,27% dos votos válidos, ultrapassar a marca de 50%, necessária para vencer sem segundo turno.

Como 274 mil votos mudaram o resultado da eleição?

Douglas Ruas recebeu 4.271.199 votos no primeiro turno. Eduardo Paes (PSD) ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos.

Na contagem inicial, Ruas tinha 49,27% dos votos válidos, percentual insuficiente para garantir a vitória imediata.

Entretanto, com a retirada dos votos de Garotinho da base de cálculo, o percentual de Ruas sobe para aproximadamente 50,88%.

Isso acontece porque o número de votos de Ruas não aumenta. O que diminui é o total de votos considerados válidos para calcular o percentual de cada candidato.

Na prática, a decisão judicial elimina a necessidade de uma nova votação entre Douglas Ruas e Eduardo Paes, caso o resultado seja mantido.

Por que os votos de Garotinho foram anulados?

Anthony Garotinho teve seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

O caso envolve uma condenação anterior por improbidade administrativa e questões relacionadas à suspensão de seus direitos políticos e à validade de sua filiação partidária.

Mesmo com o registro indeferido, Garotinho pôde aparecer nas urnas porque havia apresentado recurso à Justiça Eleitoral.

Após a eleição, ele tentou desistir do recurso. Mas o TSE rejeitou o pedido por unanimidade, entendendo que uma desistência depois da votação poderia interferir no resultado eleitoral.

Por maioria de 5 a 2, os ministros também decidiram que seus votos deveriam ser definitivamente excluídos da totalização.

Ministros do TSE ficaram divididos

A decisão não foi unânime quanto ao destino dos votos.

A maioria entendeu que, sem uma candidatura válida, os votos dados a Garotinho não poderiam continuar sendo considerados no cálculo do resultado.

Já os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior defenderam que os votos fossem mantidos na totalização, mesmo com o indeferimento do registro.

Para os dois magistrados, a exclusão poderia prejudicar a vontade dos eleitores que compareceram às urnas e escolheram Garotinho.

Esse foi o principal ponto de divergência: o cumprimento das regras de validade das candidaturas e a preservação da manifestação dos eleitores.

Eduardo Paes contesta o resultado

Eduardo Paes, que se preparava para disputar o segundo turno, decidiu recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A defesa do candidato do PSD argumenta que os eleitores de Garotinho fizeram uma escolha legítima nas urnas e que a retirada posterior desses votos não deveria encerrar a eleição.

O objetivo do recurso é restabelecer a realização do segundo turno.

Por outro lado, a decisão majoritária do TSE considera que votos atribuídos a uma candidatura sem registro válido não podem integrar o cálculo definitivo.

Uma eleição decidida também nos tribunais

O caso chama atenção porque não houve mudança na quantidade de votos recebidos pelos dois principais candidatos.

Douglas Ruas continuou com os mesmos 4,27 milhões de votos. Eduardo Paes também manteve sua votação.

O que mudou foi a interpretação jurídica sobre quais votos deveriam ser considerados válidos.

É por isso que a decisão provocou debate sobre segurança jurídica, direitos dos eleitores e o peso das decisões judiciais no resultado das eleições.

O TSE apresentou os fundamentos legais para a anulação, enquanto a defesa de Paes questiona seus efeitos sobre a escolha popular.

O fato central é que uma decisão judicial sobre a candidatura de Garotinho alterou o percentual final de Douglas Ruas e transformou uma disputa que caminhava para o segundo turno em uma vitória no primeiro.

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral, Agência Brasil, Folha de S.Paulo e UOL.

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