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Vorcaro contesta provas retiradas de celular

Vorcaro contesta provas retiradas de celular

Defesa do ex-controlador do Banco Master questiona procedimentos de extração de dados e pede documentos técnicos à Justiça.

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Contestação apresentada ao STF

A defesa de Daniel Vorcaro apresentou nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal uma análise técnica preliminar que aponta supostas inconsistências na preservação de dados extraídos de seu telefone celular, apreendido pela Polícia Federal.

Os advogados argumentam que a integridade dos arquivos precisa ser demonstrada antes que as informações sejam usadas como fundamento de decisões judiciais. As afirmações constam de material produzido por profissional contratado pela própria defesa e ainda dependem de avaliação independente.

Atividades registradas no aparelho

Segundo a petição divulgada pela imprensa, a análise identificou 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal e três conexões USB durante período em que o aparelho estaria sob custódia estatal. Os advogados também mencionam arquivos com datas de criação ou alteração posteriores à apreensão.

Esses registros, isoladamente, não comprovam adulteração deliberada: é necessário verificar a metodologia pericial, o funcionamento do sistema operacional, a cronologia da coleta e a documentação de custódia.

O que a defesa pede

A equipe jurídica solicita acesso a dados brutos, registros de lacração, informações sobre o manuseio do equipamento e códigos de verificação digital, conhecidos como hashes. Esses elementos são utilizados para avaliar se arquivos permaneceram íntegros ao longo do procedimento.

A defesa também questiona a autenticidade de mensagens divulgadas publicamente e sustenta que as dúvidas deveriam ser examinadas antes da manutenção de medidas restritivas contra seu cliente.

Investigação sobre o Banco Master

O aparelho é citado como peça relevante da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master e operações com o BRB.

A contestação da defesa não significa que as provas tenham sido anuladas. Uma eventual exclusão dependerá de análise do STF, do contraditório e das manifestações dos órgãos responsáveis pela investigação.

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