Novo declara apoio a Rogério Marinho e cobra Senado de resistência em 2027
Partido Novo anuncia apoio a Rogério Marinho para presidir o Senado em 2027 e defende maior fiscalização das instituições e responsabilização de autoridades.
O Partido Novo declarou apoio à candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal para o biênio 2027-2028. Em manifestação política, a legenda defendeu que a Casa Alta assuma uma postura mais firme na fiscalização das instituições e no cumprimento das responsabilidades constitucionais.
Na declaração apresentada pelo partido, o Novo afirma que o Senado precisa se tornar uma instituição de resistência contra aqueles que considera protegidos de responsabilização em Brasília. A mensagem também defende que o futuro presidente da Casa tenha coragem para enfrentar questões relacionadas à ética, à justiça e ao equilíbrio entre os poderes.
O posicionamento ocorre em meio às articulações para a eleição da Mesa Diretora, marcada para 1º de fevereiro de 2027, e reforça a aproximação entre o Novo e o Partido Liberal na disputa pelo comando do Legislativo.
Novo defende maior protagonismo do Senado
Na manifestação, o Partido Novo afirma que o Senado deve exercer suas atribuições constitucionais com independência e disposição para fiscalizar autoridades públicas. A legenda utiliza a expressão "intocáveis de Brasília" como crítica política à percepção de que determinados integrantes das instituições estariam protegidos de mecanismos de responsabilização.
O partido também sustenta que a presidência do Senado deve ser ocupada por alguém comprometido com a ética e a justiça. Nesse contexto, apresenta Rogério Marinho como o nome escolhido para representar suas expectativas em relação à condução da Casa a partir de 2027.
Embora a manifestação não identifique nominalmente os chamados "intocáveis", a discussão ocorre em um ambiente de divergências entre setores da oposição e integrantes do Supremo Tribunal Federal, especialmente sobre os limites da atuação dos poderes e os mecanismos constitucionais de fiscalização.
PL oficializa Rogério Marinho como candidato
A candidatura de Rogério Marinho foi oficializada pelo Partido Liberal na quarta-feira (4), durante uma reunião de parlamentares em Brasília. Atual líder da oposição no Senado, Marinho já havia disputado a presidência da Casa em 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco.
Com o apoio do Novo, o senador busca ampliar sua base de sustentação e atrair parlamentares de outras legendas. A estratégia envolve negociações com integrantes do PP, Republicanos e outros partidos que poderão participar da composição da próxima Mesa Diretora.
Para conquistar a presidência do Senado, um candidato precisa alcançar a maioria absoluta dos 81 integrantes da Casa, equivalente a 41 votos. O apoio formal de partidos, entretanto, não garante automaticamente todos os votos de suas bancadas, já que a eleição é realizada por votação secreta.
Marinho promete cumprir a Constituição e não se omitir
Durante o lançamento de sua candidatura, Rogério Marinho afirmou que pretende exercer as atribuições constitucionais do Senado e não se omitir diante de eventuais irregularidades cometidas por autoridades públicas.
O senador declarou que sua candidatura não será baseada na promessa de impeachment de uma autoridade específica, mas no compromisso de fazer cumprir a Constituição e as leis.
A declaração está relacionada a uma das atribuições mais relevantes do Senado: processar e julgar determinadas autoridades por crimes de responsabilidade, nos casos e condições previstos pela Constituição.
O exercício dessa competência depende de procedimentos legais e da análise dos fatos, não podendo ser confundido com a punição automática de autoridades em razão de divergências políticas.
Disputa envolve Davi Alcolumbre e Tereza Cristina
Rogério Marinho terá pela frente uma disputa que também envolve o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), interessado na recondução ao cargo, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que igualmente trabalha para viabilizar sua candidatura.
Alcolumbre mantém articulações com partidos do centro político e integrantes da base do governo federal. Marinho, por sua vez, tenta reunir os votos da oposição e de parlamentares que defendem mudanças na condução da Casa.
A presença de Tereza Cristina na disputa representa um desafio adicional para a formação de uma candidatura unificada no campo da direita e da centro-direita. Marinho afirmou que ambos mantêm diálogo e poderão buscar uma convergência antes da votação.
Presidência do Senado terá papel estratégico em 2027
A escolha do próximo presidente do Senado terá consequências importantes para a organização dos trabalhos legislativos, a definição de pautas, a composição das comissões e a relação institucional entre o Congresso Nacional, o Poder Executivo e o Judiciário.
Além de participar da elaboração das leis, o Senado possui competências exclusivas previstas na Constituição, incluindo a aprovação de determinadas autoridades indicadas pelo presidente da República e o processamento de crimes de responsabilidade em situações específicas.
Para o Partido Novo, o apoio a Rogério Marinho representa uma tentativa de fortalecer a atuação fiscalizadora da Casa e defender maior independência institucional.
A eleição está prevista para fevereiro de 2027. Até lá, as negociações entre partidos e parlamentares serão decisivas para definir os candidatos que efetivamente chegarão à votação e a composição da próxima direção do Senado Federal.